Curtindo o mochilão
Por Pepe em 31 dezembro 2008 na categoria Opinião
Seguindo a idéia do AS de colocar belas fotos das coisas que Deus criou, estou mandando algumas fotos que tirei na minha viagem aos Estados Unidos. Claro que não consegui a mesma qualidade que o nosso querido AS, mas acho que vale a pena dar uma olhada.
E quero desejar a todos os queridos, um FELIZ 2009! Que cada um possa curtir um pouco mais daquilo que Deus fez.









[Resenha] Show de Luciano Manga no RS
Por Laila_Flower em 23 dezembro 2008 na categoria Música, Opinião, resenha

Inicialmente, quero esclarecer a todos que eu não tenho a pretensão de realizar uma grande resenha técnica - a parte mais “musical” da família está no meu futuro marido. Mas isso não significa que eu não possa fazer uma boa resenha, né?
Quando cheguei no local, notei que ele tinha uma peculiaridade: o prédio apesar de ter uma porta para uma rua movimentada, perto de uma estrada que cruza a cidade de Canoas/RS, a entrada para o local de shows se dava na rua de trás. A rua dava de frente para onde passa o metrô (o nosso Trensurb!), além de ter pouco movimento.
Ao entrar no local vi um bom espaço. Já na entrada, nota-se o bar bastante extenso e um pequeno palco, um espaço para projeção (filmes, clipes), teto alto e uma escada para um mesanino. Ao dirigir-me para o palco principal, vejo um corredor e dois espaços nos dois lados com mesas e cadeiras, como em um pub. A pista tinha um excelente tamanho e o palco também. Como o local que tem as mesas é mais alto que a pista, é um bom local para assistir o show sem mta dificuldade!
O show iniciou com um pouco de atrazo. Começou com o Ministério I.L.A. já depois das 23 horas. O pessoal cantou músicas bem comuns no repertório das igrejas, mas conseguiram agitar a galera. Depois foi a vez da banda Coadjuvantes. Os guris da Coadjuvantes fizeram um excelente som
e o vocalista da banda mostrou grande presença de palco.
Após o show da banda Coadjuvantes, houve uma “pantomima”, para então a banda “Reparadores de Brechas” subir ao palco. O show da Reparadores foi ótimo. Apesar do som da banda ser muito bom, o som em si não estava legal. Mas acho que o maior crédito estava nas mensagens do Pr. Rafa, vocalista da “Reparadores”.
Antes ainda do início do show do Manga, houve outra pantomima.
Manga cantou em seu show músicas antigas do Oficina G3 - “Cante”, “Razão”, “Indiferença”, “Magia Alguma”, “Davi” e “Naves Imperiais”, com muita energia e animação. Um ponto interessante observado foi exatamente como Manga ocupava o palco com muita dinâminca, interagindo com os membros da banda que o acompanhavam. A banda, composta por Thiago Marques (teclado), André Canhotto (guitarra), Nando Kist (guitarra), Rafael Mustafa (bateria), Joni Santos (baixo), foi montada especialmente para este show, mas mostrou-se unida e com razoável sintonia. Todos, exceto o baixista Joni Santos e o baterista Rafael Mustafa, se mostravam bem desinibidos diante do público. Algo que o público não pôde queixar-se foi da performance de palco, sempre eletrizante. O tecladista Thiago Marques, inclusive, cantou um trecho da música “Indiferença” junto com Manga, saindo de trás do teclado para uma performance abraçados na parte central do palco. Os dois guitarristas fizeram boas interações. Um dos momentos interessantes do show foi quando os dois tocaram, um de cada lado do vocalista Manga, formando um excelente visual para o público que assistia.
No meio do show, Manga fez uma breve reflexão, apontando que o pecado está enraizado na sociedade, destacando o fato de muitos donativos enviados à Santa Catarina terem sido roubados por quem deveria entregá-los, além da situação passada por muitos catarinenses que vêem os preços se tornarem absurdos devido às circunstâncias. A mensagem poderia ser tanto encarada evangelística como de exortação, simples e direta.
A voz de Luciano Manga foi um dos pontos altos do show. Quem ouviu os antigos cd’s do Oficina G3 pode ter uma idéia do que estou dizendo - e ela não mudou muito desde então. Além de ter potência, tem um timbre marcante.
A reação do público diante do show foi das mais diversas. Vi desde pessoas que ja conheciam muito bem aquelas músicas até adolescentes que sequer sabiam que havia Oficina antes do PG. Mas, definitivamente, para esses últimos, a experiência nova foi compensadora. O público, na maior parte, parecia curtir cada minuto do show e degustar cada música. Incitados pelo tecladista, as pessoas começaram a pular e agitar. O público que, em sua maioria, assistia sem pular, parecia querer realmente prestar a atenção no show - não é exatamente o tipo de reação que vemos em show de rock, não é mesmo?
Luciano Manga se demonstrou uma pessoa muito humilde, conversando com todos e andando no meio do publico antes e depois do show, Não houve qualquer estrelismo, muito pelo contrário: ele tratava com muito amor todos aqueles que se aproximavam para conversar com ele.
Após o fim do show, os membros da banda chamaram ao palco “Emmanuel Capim” e “Elias Frenzel”, bateristas das bandas “Reparadores de Brechas” e “Castelo Forte” para tocar músicas desta última banda. Esta parte foi uma espécie de “Jam”, com bastante interação do público, que curtiu esse PLUS do show.
Analisando de forma mais geral, posso dizer que o show foi impecável. As banda de abertura acrescentaram clima ao show principal. Contudo, como foi iniciado muito tarde de Luciano Manga, o público já não tinha o mesmo ânimo. Eu teria dispensado as pantomimas que, apesar de serem muito boas, atrasaram ainda mais o show e não se encanxavam com a programação da noite. Aliás, foi uma excelente noite - mas não são todos que estão acostumados com shows noite a dentro!
Quero agradecer o apoio de Guinther, organizador do evento, e Rômulo, que fizeram a divulgação do Dotgospel no show e permitiram que esta pequena flor se aventurasse tirando fotos e curtindo muito show para, finalmente, fazer esta resenha! Valeeeu!
TUDO me é lícito?
Por Laila_Flower em 11 dezembro 2008 na categoria Espiritual, Opinião
“‘Tudo me é permitido’, mas nem tudo convém. ‘Tudo me é permitido’, mas eu não deixarei que nada me domine.” I Cor 6.12 - NVI
Sem dúvida, o versiculo acima transcrito se tornou uma das bases mais apontadas para idéias sem fundamento. Mas quero começar aqui uma análise que, espero, seja transportada ao dotForum!
Quando Paulo escreveu este versículo, vemos um contexto apontando os problemas da igreja de Corinto. Vemos ao longo da carta que divisões, soberba, imoralidade e libertinagem eram alguns dos problemas que foram abordados. Porque, no meio de um assunto sobre imoralidade, Paulo resolveu escrever este trechinho que, a primeira vista, parece fora do contexto?
Inicialmente, é pacífico que TUDO ME É PERMITIDO? Bem, é isso que Paulo escreveu. As frases “mas nem tudo convém” e “mas eu não deixarei que nada me domine” não excluem o fato de que tudo é permitido. Mas quando Paulo aponta “tudo”, será “tudo” mesmo?
Um pouco antes deste versículo, Paulo faz uma lista nos versículos 9 e 10 sobre quem não poderá entrar no Reino dos Céus. Logo, podemos dizer que aqueles casos não são permitidos? Paulo não se contradiria tanto assim! Mas podemos concluir que aquilo era PERMITIDO, mas não CONVINHA? Eu não ouso concluir!
Seria, se este tudo não tivesse limitação, muito dificil apontar uma coisa que a maioria das igrejas adota quase como um manual: o que é ou o que não é pecado. Assim, pecado fazer seria algo que não convém ou que domina?
Deve ser analisado, ainda, que PERMITIDO é uma palavra forte, ao passo que CONVIR já é mais suave. Complementa-se a isto o fato de que a segunda frase (”mas eu não deixarei que nada me domine”), é relativo e muito pessoal.
Eu não sou pretenciosa a ponto de escrever isto com respostas! Eu realmente acho que devemos analisar e pensar juntos para chegar juntos à uma resposta.
O Livro Sagrado
Por rap em 16 novembro 2008 na categoria Opinião
A Bíblia é um livro cheio de nuances que são freqüentemente ignoradas. Os ortodoxos cristãos se pudessem provavelmente tirariam vários trechos e acrescentariam outros, o que não seria nenhuma surpresa dado o histórico. O fato é: temos casos de filhas tendo filhos com o pai bêbado (Gn 19: 30-38); servos de Deus mentirosos (Gn 27); poligamia (Gn 29); um caso estranho de incesto entre sogro e nora (Gn 38); morte de crianças e mulheres inocentes (Js 6: 21); um rei que tinha o coração em sintonia com o de Deus e mesmos assim matou o marido de uma mulher somente para ficar com ela (2Sm 11), enfim, são inúmeros os exemplos bíblicos das maldades que o coração humano pode conceber.
Ao longo de anos criou-se a imagem de que as histórias bíblicas estão cheias de florzinhas, pessoas rindo e fala leve por parte de um narrador calmo e tranqüilo. Muitos ateus, criticam a maior religião ocidental, que não por mero acaso nasceu no oriente, justamente pelo fato de os cristãos negarem, ou ao menos tentarem, a natureza corrupta humana. É certo que existe uma famosa doutrina cristã chamada mortificação, mas ela não está ligada de maneira alguma à fantasia de que somos todos perfeitos, muito pelo contrário, a mortificação prega antes de tudo que somos todos miseráveis em nossa natureza e que esse reconhecimento é grande parte do conhecimento de quem realmente é Deus.
Os padrões de santidade da igreja atual exigem um nível de hipocrisia que nem o melhor ator consegue alcançar. A proibição do pecado não ocorre por seguir um livro sagrado mas sim para que a demagogia fique cada vez maior.
A Bíblia é um livro que antes de tudo mostra a natureza humana como ela realmente é: capaz de atrocidades que nós mesmos condenamos. Líderes ditos espirituais negam totalmente o caráter divino de soberania quando assumem em palavras subliminares a idéia de que o prazer foi nos dado para nossa prova. Fala-se de um deus que não liga para os desejos humanos, como se não tivesse sido o próprio Deus que colocou tais desejos. A grande diferença está na escolha entre satisfazer unicamente esses desejos ou não, oras, mas disso todos sabemos. O que não sabemos ou não queremos saber é que Deus fala sim através de nossos erros, tanto é que não foi à toa que Cristo morreu na cruz, por mais clichê que isso possa soar.
Publicado anteriormente em: http://rapensando.blogspot.com/2008/05/o-livro-sagrado.html
Obamania
Por Laila_Flower em 5 novembro 2008 na categoria Internacional, Opinião
Impossível ter um texto hoje sem que seja sobre este assunto. O mundo viu os Estados Unidos eleger o seu primeiro presidente negro em uma linha de esperança, mudança e, conforme as próprias palavras de Obama, “ressurreição”. Ressurreição de uma nação marcada por uma crise econômica violenta, uma guerra sangrenta, o medo do terrorismo.

Eu não estou aqui para me posicionar sobre este homem, sequer julgar se será um bom presidente, um mal presidente, se beneficiará o Brasil ou coisa do tipo. Para essa espécie de texto o leitor já deve estar saturado - como minha especialidade eu quero falar de pessoas.
Assisti atentamente a reação das pessoas ao longo deste período de campanha e posso dizer com uma pretenciosa precisão porque Barack Obama venceu as eleições norte-americanas.
Inicialmente, vejo um Obama que atingiu aquilo que mais estava em baixa no norte-americano (e não me refiro à bolsa): o orgulho. O negro, havaiano, descendente de muçulmano, foi quem mostrou que era necessário largar a conduta pró-guerra, pró-medo, pró-milhares-de-niveis-e-sinais-anti-terroristas. Simplismente acreditar. Fez acreditar que a bandeira pode voltar a significar aquele conceito que eu sempre achei tão bonito de “todos unidos em uma nação”. Obviamente, toda esta auto-confiança que o novo presidente passou durante a sua campanha é sentimento, palavras de consolo e confiança. Algo bem simples, não exige muito esforço - apenas um bom discurso motivacional.

E, ao conquistar a admiração dos norte-americanos com jovialidade, atitude desafiadora, postura confiante, conquistou o mundo - e creio que fez isso simplismente com…hm…simplicidade! Fez o mundo acreditar que mudar era possível a acertou em cheio para o que todos esperavam da superpotência mundial chamada Estados Unidos da América.
Suas primeiras palavras como eleito foram “Demorou muito tempo, mas, nesta noite, a mudança chegou à América”. Cativou o mundo, moveu uma nação (lembrando a todos que faziam mesmo parte de uma nação). Que mudanças, afinal, poderemos espera do Sr. Barack Obama? Será que ele é apenas um bom papo?
O mundo aguarda, cheio de expectativas - que venham as mudanças, então!
Manual do Profeta Evangélico
Por rap em 13 outubro 2008 na categoria Opinião
Esse manual não pode ser necessariamente seguido à risca já que ao candidato é importante lembrar que a criatividade é a palavra máxima nessa nova empreitada. Sempre que alguém questionar sua autoridade, use a criatividade, desde ameaças de morte à total derrota financeira, o importante é se impor. Lembrando também que a última ‘dica’ é válida para qualquer cargo eclesiástico almejado ou até mesmo para o simples crente chato.
Leve em consideração alguns fatores comportamentais antes de qualquer besteira (literalmente) que será falada e finalmente escolha:
1. Profeta-fala-coisa-com-coisa: o perfil é característico para igrejas de pequeno porte. As línguas estranhas devem ser usadas exaustivamente; enrole a língua, se souber um pouco de inglês ou qualquer outra língua misture a qualquer dialeto inventado no momento; o espaço a ser utilizado é um fator importante, pelo fato de haver poucas pessoas sugira uma fila, roda de fogo ou qualquer coisa do tipo que de certa forma fará com que você coloque a mão na cabeça de todos. O mais importante da imposição de mãos é escolher a pessoa aparentemente mais vulnerável, pegue a que estiver mais chorosa e fale coisa com coisa em seu ouvido, ela provavelmente chorará exaustivamente durante todo o tempo acreditando que realmente Deus tem algo a falar e que sempre funcionará dessa maneira, assim nunca mais lerá a Bíblia e seu trabalho como ajudador terá sido efetivado. Lembre-se, o profeta dessa categoria busca status e fama entre crentes. Não se engane, se quiser ficar rico com esse tipo de serviço parta para outro perfil de profeta.
2. Profeta-curador-de-placebo: as características aqui podem ser aplicadas em qualquer igreja, independente do porte. Escolhendo esse tipo de profeta você será versátil e terá uma ascensão um tanto quanto rápida. Escolha, mais uma vez, pessoas aparentemente doentes, chame todas à frente, recite um monte de doenças para cada uma, elas não necessariamente precisam ter tais males, só precisam saber que você está livrando todo mal de suas vidas. Se isso não tiver muito efeito após o culto (leia-se receber uma polpuda oferta) tente da próxima vez usar o chavão individual de que tem laços de morte sendo quebrados naquele momento, humanos têm medo da morte, evangélicos mais ainda, afinal o rol de pecados que a igreja definiu é tão grande que o crente vira um paranóico a ponto de ter um medo irracional do fim da vida. Para uma fama maior inspire-se, seja criativo, aponte pessoas aleatórias e fale de doenças que nem existem, fique falando sozinho e acenando a cabeça dizendo: “Sim, Deus, mas você quer que eu fale isso para eles?”
3. Profeta-adivinha-adivinha: difícil de se achar, fama e dinheiro andam juntos na vida desse profeta. Exige um nível de coragem absurdo, afinal qualquer cético pode refutar de pronto o que está sendo falado. Técnicas de investigação visual têm de ser estudadas a fundo, tente adivinhar o número do CPF do indivíduo que provavelmente não consegue decorar nada, adivinhe o número de sapato, calça, cueca, cor da calcinha, isso tudo impressiona; mas não se engane, fale aos berros como qualquer pregador - aliás perfil de pregador pentecostal é o que melhor se aplica nas atitudes desse tipo de profeta - para que ninguém ouse revidar um homem ungido como você. Como dito anteriormente, ameaças de morte devem ser comuns e constantes, claro que de forma implícita - entenda implícita como você sendo “usado” por Deus para falar explicitamente - digamos que caia bem um: “Deus manda dizer que os que não acreditam nisso precisam de mais fé, pois são Tomés que morrerão na incredulidade”.
4. Profeta-dou-dou: constante em templos neopentecostais. As profecias são basicamente relacionadas à prosperidade, é o profeta mais clichê e comum nos dias atuais. As profecias devem ser vagas do tipo: “Deus vai abençoar de forma sobrenatural essa igreja” ou “Estou vendo uma nova unção de felicidade sendo derramada nessa igreja” ou ainda “Estarei passando o manto da unção sobre a vida de todos que comparecerem nesse evento”. No entanto, não se esqueça de colocar o fator condicional, tudo que prometer necessariamente deverá ser acompanhado de um ’se’. Se houver contribuição por parte da igreja para que o nome de Deus supostamente seja glorificado então tudo o que foi prometido anteriormente será concedido.
Lembre-se: improvisação é a palavra-chave. Se não tiver um retorno por parte da platéia imite um leão, macaco, bezerro; fale em línguas exaustivamente; recite versículos bíblicos e faça analogias sem nenhum sentido. É garantido o sucesso após a prática de tais atos mencionados anteriormente.
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Publicado anteriormente em: http://rapensando.blogspot.com
O Desafio de um Cristianismo Ético
Por Luciana em 6 outubro 2008 na categoria Espiritual, Opinião
Buscando uma definição simples e objetiva, admitimos que ética é a teoria ou ciência do comportamento dos homens em sociedade. O objeto de estudo da ética é a moral e o conhecimento científico da moral é a ética.
Entendemos como moral o sistema de normas, princípios e valores, segundo o qual se regulamentam as relações interpessoais, bem como em comunidade. Em discussão ética, normas são aqueles instrumentos que indicam e medem a correção moral.
É certo que muitas vezes as palavras ética e moral são utilizadas de modo intercambiável, mas quando nos referimos a ética, estamos admitindo a existência de um conjunto fixo de leis morais pelo qual podemos avaliar a conduta humana em todos os níveis de relacionamento. A ética determina o que deve ser, ou seja, como deve ser a conduta moral do indivíduo, a partir do que ele será avaliado por toda a comunidade.
Ética é, na verdade, um labor intelectual, em processo reflexivo e analítico, que desemboca em decisões. A preocupação última deste labor intelectual é a conduta apropriada a partir da avaliação das motivações e das decisões que resultam na conduta.
O grande desafio que se levanta para manutenção de um postulado ético absoluto que prescreva uma conduta moral adequada ao Texto Sagrado, por parte da igreja evangélica, é que muitos evangélicos não têm conduta própria, visto que apenas reagem às pressões e às influências da sociedade, tentando impor para a igreja os seus padrões distorcidos, porém, absolutizados.
I - Postulados éticos que influenciam a sociedade
O professor Norman Geisler alista seis questões básicas na ética normativa, que de certo pressionam a consciência do cristão que vivencia a sua fé nestes tempos de relativização ética, são elas:
a) Antinomismo: Literalmente “contra a lei”. Afirma que não há nenhum princípio moral que aplicado às circunstâncias da vida, nos permita estabelecer em referencial de certo ou errado. Em síntese, admite que não há normas.
b) Generalismo: Sustenta que uma ação pode ser errada, geralmente, mas nem sempre o será, estabelecendo um padrão moral circunstancial por admitir que não há normas universais.
c) Situacionismo: Admite que há uma norma universal, mas admite também que as circunstâncias são tão radicalmente diferentes para que exista uma única regra universal para ser observada. Para os situacionistas, somente o amor permanece como norma universal capaz de se adaptar a todas as situações. O amor pode tornar um ato moralmente correto e só a falta de amor faz um ato amoral.
d) Absolutismo não-conflitante: Admite que há muitas normas universais válidas sem conflito entre si, admitindo, porém, dualidades de idéias, desde de que se preserve o ideal comum no cumprimento do dever.
e) Absolutismo ideal: Admite que há muitas normas universais que as vezes são conflitantes entre si, mas que violar uma dessas normas é moralmente errado, não existindo precedentes. O problema aqui é o abismo entre o ideal e o real, pois vivemos, acertamos e erramos, no mundo real e não no universo ideal. No mundo ideal ninguém infringe normas.
f) Hierarquismo: Admite que há muitas normas éticas universais hierarquicamente ordenadas que diferem entre si em grau de importância, de modo que, diante de um conflito ético, o homem se obriga a obedecer a norma mais elevada nesta estrutura.
Infelizmente tais postulados também exercem certa influência sobre a igreja evangélica. É lamentável perceber que alguns segmentos evangélicos propalam um avivamento de poder sem precedentes na história do cristianismo, mas não demonstram qualquer preocupação com o comprometimento ético de seus pastores, líderes e membros.
Outros, o que é pior, até se preocupam com a ética, porém, praticam uma ética embasada em um dos postulados alistados acima, negligenciando o parâmetro bíblico para a conduta do cristão em uma sociedade não cristã e corrompida pela malevolência impregnada nos corações daqueles que tentam fazer prevalecer o seu distorcido padrão ético personalista.
Para nos posicionarmos mais apropriadamente como igreja genuinamente evangélica que busca vivenciar o cristianismo autêntico e para errarmos o menos possível, apesar de todas as pressões que se nos impõem, devemos buscar uma abordagem evangélica da ética cristã, baseada tão somente no Texto Sagrado.
II - Ênfases da ética evangélica baseada na Palavra de Deus
A abordagem evangélica da ética visa determinar um conceito equilibrado de certo e de errado, a partir da compreensão e da interpretação da mensagem cristã e dos “fenômenos” da fé. A ética evangélica deve ser total e abrangente em sua observação e em sua abordagem, pois toda ação humana envolve intenção, que é a motivação, volição, que é a decisão de vontade, e ação, que são os meios práticos de conduta. Pelo fato de a Bíblia considerar o homem um ser integral, a ética evangélica não pode se deter apenas ao estudo da ação certa e positiva. Antes, deve alargar seus horizontes, refletindo sobre o comportamento humano em sua inteireza e confrontando o indivíduo com os objetivos espirituais e sociais prescritos na Palavra de Deus, visando aperfeiçoar as expressões comportamentais do cristão em todas os níveis de relacionamento.
Assim como não seria possível qualquer julgamento moral sem a existência de um padrão ético absoluto, também não é possível uma avaliação da conduta cristã evangélica se a igreja não estabelecer normas de conduta e parâmetros de relacionamentos para seus membros.
A igreja é uma comunidade que vive em Cristo e para Cristo. Isto significa dizer que pertencemos a Cristo e que reconhecemos o fato de que somente ele tem o poder e a habilitação para estabelecer as normas de conduta para os que estão integrados á igreja.
Conseqüentemente, viver e interagir nesta comunidade que busca na Palavra de Deus os seus absolutos para estabelecer as suas normas de conduta e os seus parâmetros de relacionamentos nos impõe uma dimensão ética bastante acentuada, pois não se trata de apenas viver com os outros, mas de vivermos para Cristo em comunhão uns com os outros. Ou seja, em Cristo vivemos uns para os outros, o que só é possível quando temos uma consciência ética bem desenvolvida a luz da Palavra de Deus e quando admitimos os absolutos éticos de Deus para a s nossas vidas.
Cristo deve ser considerado não apenas fonte de perdão e da vida eterna, mas também a fonte de orientação ética e do poder de transformação dos nossos conceitos morais. Colocando numa linguagem bíblica e teológica, diríamos que não apenas a justificação, (ação vertical), mas também a santificação, (ação também horizontal), deve ser reconhecida como ação efetiva da graça salvadora de Cristo para o ser humano.
Uma outra ênfase básica que deve caracterizar a ética evangélica é uma visão superior da autoridade bíblica. O Evangelho de Jesus Cristo deve ser o centro da mensagem cristã, como também é o seu elemento unificador. A Escritura é a fonte, o registro inspirado do amor expiatório de Deus por nós, em Jesus Cristo, mas é também a revelação da vontade de Deus para nós.
Para sabermos o que devemos fazer ou o que devemos evitar em nosso cotidiano, como também em que acreditar, consultamos a Bíblia. Desse modo, tanto a ética como a teologia evangélica deve estar solidamente baseada nas Escrituras Sagradas. A Bíblia é a única fonte e normas, de ensino e de prática cristãs a ser considerada pelo cristão sincero.
Devemos evitar uma abordagem puramente baseada em teologismos , como fazem os cristãos nominais, que determinam o certo e o errado com base nos resultados esperados, e ainda, devemos fugir de uma análise puramente contextual, como fazem os cristãos liberais, que tentam determinar o certo e o errado inteiramente, se não exclusivamente, pela análise do contexto sociocultural, estabelecendo uma ética de situação do tipo “você decide”.
Se a igreja pretende auxiliar a seus membros para que vençamos as confrontações éticas e a imoralidade de nosso tempo, é imperioso admitir que a proposta básica da ética evangélica deve ser deontológica. Neste caso, a igreja determina o certo e o errado a partir de diretrizes éticas já estabelecidas na Bíblia e de conduta moral previamente exigida por Deus em sua Palavra, mesmo que humanamente sejamos contrariados.
Conclusão
Finalizando, devemos pensar nos ensinamentos de Jesus a respeito da qualidade moral do cristão. Cristo não valorizou a atitude externa, mas ressaltou a necessidade de se preservar a qualidade moral do coração, ressaltando que a motivação interna para uma atitude é mais significativa, em termos éticos, do que o ato em si.
De acordo com o ensinamento de Jesus, o verdadeiro estado de moralidade de um cristão deve ser avaliado pela atitude interna, visto que externamente qualquer ato pode parecer moralmente bom. Por essa razão, não erramos em asseverar que os ensinamentos de Jesus para que preservássemos os padrões éticos da Palavra de Deus permanecem atemporais, sendo aplicáveis com propriedade espiritual, social e psicológica inegável para os nossos dias, que são demarcados por conceitos errôneos sobre ética e moralidade.
Se estivermos comprometidos com Deus em um relacionamento puro e amoroso, não teremos necessidade de buscar nada fora de Deus e de sua Palavra. Se confiamos que Deus satisfaz as nossas necessidades maiôs prementes, não buscaremos a realização pessoal no hedonismo reinante em nossa sociedade.
Na conscientização ética dos seus membros, a igreja deve ressaltar bem mais os parâmetros éticos proclamados por Jesus no chamado Sermão do Monte, nos capítulos 5 à 7 de Mateus, onde percebemos nitidamente o interesse de Deus em desenvolver o nosso caráter a partir da interiorização dos seus absolutos éticos, que determinarão a nossa verdadeira qualidade moral não pelo que fazemos, mas pelo que realmente somos e que de certo formatará a totalidade de nossas ações e reações na vivência em sociedade.
A igreja tem diante de si um gigantesco desafio. Estudar a Bíblia não é mais prioridade para as pessoas e a moral cristã, em especial a evangélica, é considerada anacrônica por proclamar temas que ressaltam valores como pureza sexual para a juventude, o casamento monogâmico, a fidelidade conjugal, a virgindade, a indissolubilidade do casamento e heterogeneidade sexual, a honestidade, a verdade e a responsabilidade social, dentre outros.
Estes temas são considerados tabus pela nossa sociedade devido à depravação moral ocasionada pelo pecado, embora as justificavas para a imoralidade reinante sejam os avanços sociológicos e o progresso intelectual.
Esta depravação na qual chafurda a nossa sociedade é, na verdade, falta de retidão e de verdadeiro e corretamente direcionado senso religioso, que se originou no pecado que inseriu na humanidade a corrupção moral e que ressaltou em nós a inclinação para a malignidade, Gênesis 3.
Somos desafiados por Deus para confrontarmos este estado de calamidade ética, mas para isso devemos desenvolver uma consciência ética genuinamente cristã e evangélica, assumindo, a partir daí, uma conduta moral que agrade e glorifique ao Senhor nosso Deus, Salmo 15; Efésios 4.17-32.
“… se a nossa justiça não exceder a dos escribas e fariseus…” (Mateus 5.22)
Não há o que se estudar ou fazer em termos de ética cristã.
Amém.
Autor: Fernando Fernandes - Pastor da 1ª Igreja Batista em Penápolis/ SP e Prof. no Seminário Teológico Batista de São Paulo
Unção da galinha
Por Pepe em 4 outubro 2008 na categoria Espiritual, Opinião, Vídeo
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A Bíblia Manuscrita - A nova “onda” cristã
Por Luciana em 1 outubro 2008 na categoria Opinião
A editora Zondervan Corp. está pedindo uma “mãozinha” para 31 mil americanos a fim de produzir sua nova
edição da Bíblia.
A empresa deu início a uma cruzada por 90 cidades dos Estados Unidos para comemorar o aniversário de 30 anos de sua tradução para o livro sagrado dos cristãos.
A turnê deve parar em eventos especiais, igrejas e pontos turiísticos para dar às pessoas a chance de reescrever, de próprio punho, alguns versos da Bíblia.
O conjunto de versos escritos à mão será publicado e vendido ao final da turnê, em San Diego, em 12 de fevereiro.
A maioria dos versos deverá trazer a caligrafia de pessoas comuns, mas a editora espera conseguir também versões escritas pelo presidente George W. Bush e outras celebridades do país.
Brasil também tem projeto de Bíblia manuscrita
Assim como os Estados Unidos, o Brasil também deve ganhar sua Bíblia escrita a mão neste ano. O projeto, que visa dar a milhares de pessoas em diversas cidades do país a chance de reescrever, de próprio punho, alguns versos do livro sagrado, é encampado aqui pela Sociedade Bíblica do Brasil.
De acordo com o site da SBB, entidade que se define como ”sem fins lucrativos, de natureza religiosa, social, filantrópica e cultural”, o projeto tem como objetivo “transcrever uma Bíblia por estado brasileiro e ter dois exemplares copiados pela população de todas as regiões do país”. A lista de cidades onde é possível participar está disponível aqui.
A página da SBB na internet afirma ainda que, a fim de garantir a participação de um maior número de copistas, o número máximo de versículos transcritos por pessoa é de apenas dois.
Fonte: G1
Fãs seguem cantores e defendem virgindade até o casamento
Por Luciana em 25 setembro 2008 na categoria Opinião
Símbolo da abstinência sexual, acessório virou moda entre adolescentes. Rapazes do Jonas Brothers e atriz de ‘Hannah Montana’ usam o adereço.
O trio Jonas Brothers usa. Miley Cyrus, a atriz bochechuda da série “Hannah Montana”, também. O “anel da
pureza”, acessório que simboliza a promessa de jovens religiosos em manter a virgindade até o casamento, virou moda entre adolescentes que seguem à risca os passos dos ídolos. No caso, os dois fenômenos pop da vez.
O estudante paulistano Paulo Sérgio dos Santos, de 18 anos, virou fã dos irmãos americanos Kevin, Joe e Nick – os Jonas Brothers – desde que descobriu que os rapazes levantam a bandeira da castidade. E resolveu adotar a idéia.
“O anel é discreto, mas tem um significado especial. Sempre planejei me guardar para a mulher certa”, explica o estudante. “Os Jonas têm muita personalidade em assumir essa postura num meio que prega ‘sexo, drogas e rock’n’roll’”.
Bruna Souza Carvalho, de 14, não é fiel da igreja Assembléia de Deus, como seus ídolos. Mas compartilha da filosofia dos Jonas. “Nem todo mundo quer ser mal-visto por aí. Prefiro ser influenciada por eles que pela Britney, que é vulgar”, diz a jovem.
Fetiche
Usar o “anel da pureza”, tornando pública a opção pela abstinência sexual não é tarefa das mais fáceis. Muitas vezes estes jovens acabam virando alvo de gozação de amigos que consideram o pensamento ultrapassado.
A estudante Mariana Almeida Nascimento, de 14, já ouviu comentários negativos sobre sua decisão. “Se eu ficasse bêbada por aí ou agisse como a Britney, todo mundo ia achar horrível”, diz ela. “As pessoas sempre querem criticar”, conclui.
Paulo conta que alguns colegas pegam pesado na “tiração de sarro”. Mas certas garotas passaram a olhá-lo de forma diferente. “Elas acham romântico que eu acredite no sexo só depois do casamento. Tem umas meninas que vêem como fetiche, ficam dando em cima…”, afirma o estudante, revelando que está “cada vez mais difícil resistir às tentações”.
À espera do verdadeiro amor
A idéia dos “anéis da pureza” nasceu nos Estados Unidos no início da década de 90 com o programa True Love Waits, que prega a abstinência sexual até o casamento. O projeto, que percorre escolas e instituições ligadas à juventude, começou na Igreja Batista e depois foi adotado por diferentes crenças em mais 13 países.
Segundo Jimmy Hester, coordenador do TLW, cerca de 3 milhões de jovens fazem parte do programa. “Esse é o número que temos documentado. Durante as palestras, alguns adolescentes assinam nosso acordo de adesão”, diz.
No início, a organização lançou uma pulseira de plástico para simbolizar a filosofia. Depois o acessório foi trocado por um pingente de prata, mas só ganhou popularidade com o “anel da pureza” - acessório que pode ser usado por meninas e meninos. “Não fabricamos mais a jóia. Atualmente há inúmeras instituições que as vendem e alguns jovens preferem desenvolver seu próprio anel”, diz Hester.
Verdades absolutas
Nos Estados Unidos, o TLW é alvo constante de críticas. Especialistas acreditam que estes jovens ainda não têm maturidade para optar pela abstinência, e, com isso, deixam de se informar sobre os métodos de prevenção da gravidez e de doenças sexualmente transmissíveis.
O coordenador discorda. “Acredito que os críticos não dão crédito suficiente para a nossa juventude.
Quando os moços são conscientizados sobre as conseqüências físicas, emocionais e espirituais que uma vida sexual ativa engloba, eles se tornam capazes de tomar a decisão correta”.
A ginecologista Albertina Duarte Takeuti, coordenadora do Programa Saúde do Adolescente da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, considera a opção pela virgindade “válida” e acha positivo que o tema venha à tona graças aos ídolos do pop. “Todo adolescente acha que suas verdades são absolutas. O importante é respeitá-lo em seus valores e manter um canal de diálogo aberto”, defende.
Marketing
O coordenador do TLW diz “celebrar” o fato de que artistas famosos preguem a castidade. “Ficamos satisfeitos com a postura dos Jonas Brothers. Mas ela é tão importante quanto a do garoto que vive numa comunidade rural e passa a idéia adiante”, compara Hester.
No entanto, alguns ídolos que no passado levantaram a bandeira da virgindade perderam a credibilidade no meio do caminho. Britney Spears, por exemplo, foi uma das que usou o “anel da pureza” no início da carreira.
Aos, 15 anos, Miley Cyrus exibe com orgulho o acessório em shows, editoriais de moda e entrevistas. Entretanto, fotos picantes da moça vazaram na internet recentemente colocando a reputação da estrela de “Hannah Montana” em cheque.
A virgindade da mocinha seria um golpe de marketing da Disney em busca de holofotes para seu principal produto televisivo?
Só o tempo (e os tablóides) poderão responder.
Extraído do site do G1







